A chefe do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou neste sábado (3.jan.2026) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), e a primeira-dama do país, Cilia Flores, foram formalmente acusados pelo Tribunal do Distrito Sul de Nova York. Bondi disse também que “em breve, eles enfrentarão toda a força da Justiça americana em solo americano”.
O presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), havia informado mais cedo que os EUA realizaram um ataque militar “de larga escala” à Venezuela, capturando Maduro e Flores e retirando-os do país por via aérea.
Segundo Bondi, as acusações que pesam sobre Maduro são: “conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para a posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos”. Eis a íntegra (PDF – 557 kB, em inglês).
Na mensagem, ela também agradeceu a Trump “por ter a coragem de exigir a responsabilidade em nome do povo americano” e também estendeu os agradecimentos ao “nosso corajoso Exército, que conduziu a incrível e altamente bem-sucedida missão para capturar esses 2 supostos traficantes internacionais de drogas”.
O senador republicano Mike Lee (Utah) já havia dito que conversou com o secretário de Estado Marco Rubio, que o havia confirmado que o ataque teve como objetivo levar Maduro à Justiça dos EUA.
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez (PSUV), declarou que desconhece o paradeiro de Maduro e Flores e exigiu do governo dos EUA prova de vida de ambos. Além disso, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, em pronunciamento em cadeia nacional, disse que os Estados venezuelanos de Miranda, Aragua e La Guaira foram alvos da ofensiva.
Ainda não foram dados detalhes sobre a operação militar nem sobre vítimas civis. Trump convocou para as 11h em Mar-a-Lago, na Flórida (13h em Brasília), uma conferência de imprensa para fornecer mais informações acerca do ataque. O jornal The New York Times falou por telefone com Trump. Questionado se houve autorização do Congresso para a realização do ataque, o presidente norte-americano respondeu que esses detalhes serão discutidos na entrevista coletiva.
Explosões foram registradas em várias partes do país, incluindo a capital, Caracas, por volta das 2h (3h em Brasília). Imagens que circulam nas redes sociais mostram veículos em chamas e colunas de fumaça. Alguns dos vídeos foram partilhados pelo ex-presidente da Bolívia Evo Morales e pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro (Colômbia Humana). Presidentes latino-americanos reagiram aos ataques.
Petro e o líder cubano, Miguel Díaz-Canel, repudiaram a ação norte-americana, enquanto o argentino Javier Milei (La Libertad Avanza) comemorou a ofensiva.
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