As editoras independentes e as livrarias de rua consolidaram um modelo de negócio focado na curadoria de qualidade e na proximidade com o leitor para enfrentar os desafios do mercado livreiro no Brasil. Segundo a CBL (Câmara Brasileira do Livro), o setor gera ao menos 70 mil empregos diretos no país e registrou um crescimento de 13% no número de empresas entre 2023 e 2025.
O florescimento desses negócios permitiu a circulação de obras contemporâneas e temas globais –como crise climática e inteligência artificial – que muitas vezes não encontravam espaço nos grandes conglomerados editoriais por questões de viés ideológico ou comercial.
Para driblar o ciclo de vendas lento e o modelo de consignação (em que a livraria paga apenas após a venda), as editoras independentes adotaram modelos inovadores:
Livrarias de rua funcionam como núcleos culturais que qualificam os bairros. Dados da CBL mostram que os municípios com livrarias têm um IDSC (Índice de desenvolvimento Sustentável) 3% superior à média nacional.
Apesar do crescimento, profissionais do setor defendem a necessidade de políticas públicas, como incentivos fiscais (isenção de IPTU para livrarias), editais para compra de livros em escolas e bibliotecas, e acesso a crédito para modernizar o parque industrial gráfico, que ainda utiliza maquinário datado.
O investimento no setor mobiliza uma vasta gama de profissionais, incluindo tradutores, revisores técnicos, designers, ilustradores e fotógrafos.
Para Cauê Seignemartin Ameni, da editora Autonomia Literária, o papel das independentes é ajudar o brasileiro a compreender o mundo e preencher vácuos deixados pela estagnação do mercado tradicional.
Com informações da Agência Brasil
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